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Saiba como combater a queda de cabelos

Conheça as principais causas e como evitar o problema

Ao pentearmos os cabelos, é muito comum notarmos um acúmulo dos fios soltos que ficam na escova ou no pente. De acordo com os dermatologistas, essa perda é natural e muito comum. Entretanto, há uma diferença quando a quantidade perdida é muito grande e constante. Portanto, é preciso ficar de olho se os seus cabelos estão caindo demais, pois isso pode ser causado por vários fatores, inclusive por uma alimentação de má qualidade.

A queda de cabelo nas mulheres é um problema muito mais comum do que muitas pessoas imaginam. Algumas vezes são causadas por fatores como o stress e taxa hormonal, mas em outros casos o problema é hereditário.

Por isso, sempre que você notar uma perda grande com tufos mais cheios é importante procurar um dermatologista que irá avaliar o seu caso para chegar a uma definição de tratamento ou prevenção.

Para diagnosticar corretamente a causa da perda de cabelo, o profissional irá avaliar um histórico detalhado. Isto inclui medicamentos que você toma (ou já usou), alergias, antecedentes familiares e dieta, bem como registro de período menstrual, gravidez e menopausa. Além disso, é feito ainda um exame de inspeção no couro cabeludo.

Causas, prevenção e tratamento

De acordo com a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner, algumas das principais causas de queda de cabelos em mulheres jovens são as deficiências nutricionais. “Uma das razões mais comuns é a falta de minerais, especialmente a de ferro. Além desse fator, outras doenças como as da tireoide também podem causar o problema. Situações como o período pós-parto ou pós-cirurgias em geral são motivos que também podem agravar a queda dos fios”, explica Fabiane.

No pós-parto, essa perda, também chamada de eflúvio telógeno, acontece porque durante a gravidez há uma concentração maior de estrógeno no organismo. Esse hormônio faz com que os fios fiquem mais fortes durante a fase de crescimento (anágena) por mais tempo. Quando a produção do estrógeno diminui após o nascimento do bebê, os folículos pilosos entram precocemente numa fase de desprendimento (telógena), fazendo com que haja uma queda mais acentuada dos fios.

A queda de cabelo em mulheres também é muito comum durante e após a menopausa devido a alterações hormonais desse período, que acontece geralmente após os 50 anos de idade. Dietas radicais e alguns medicamentos também podem ser pontos causadores da calvície feminina.

Além dos fatores acima, o stress também é um grande causador de queda de cabelos nas mulheres. Quando estamos estressadas, há um aumento de um neurotransmissor chamado noradrenalina, que interrompe o crescimento do cabelo. Essa ação ligada a outras alterações no sistema imunológico causa inflamações no couro cabeludo, afetando o processo natural do nascimento dos fios.

Para esses casos de queda de cabelos relacionados ao stress, primeiro é preciso investigar a causa psicológica (ansiedade, nervosismo ou depressão). Além disso, é possível fazer uma suplementação com uma substância chamada tirosina, que é um aminoácido que reduz as inflamações, diminuindo a concentração de noradrenalina no couro cabeludo.

Já quando a calvície é hereditária, chamada de alopecia androgenética, o volume da perda é determinado pela predisposição genética da mulher, podendo ser agravada por excesso de hormônio masculino.

De acordo com a dermatologista Fabiane, nesses casos é necessário o uso de medicamentos. “O fator hereditário da calvície feminina ocorre em cerca da metade das mulheres acima dos 50 anos, sendo necessária uma avaliação dermatológica adequada e acompanhamento, pois em geral é preciso tomar medicamentos por longos períodos para evitar a progressão da doença. Estes medicamentos são em geral bloqueadores de hormônio e nem todas as mulheres podem usar”, explica.

É importante ficar alerta aos sinais da queda. Segundo a dermatologista Fabiane, a perda normal diária é de até 100 fios. Se você notar que está perdendo mais do que isso, é importante procurar ajuda. É claro que você não tem como contar a quantidade de fios que caem. Mas, baseando-se numa mudança drástica de queda — em que os tufos mais espessos saem aos montes durante a lavagem e ao pentear — é possível perceber a perda.

Apesar de serem apontados como vilões, alguns tratamentos de beleza feitos nos salões, como escovas progressivas e tinturas, não influenciam diretamente no problema. De acordo com Fabiane Brenner, esses procedimentos não provocam a queda, e sim a quebra dos fios, o que pode confundir a mulher que fica com a sensação de que os cabelos caíram mais após esses fatores.

Alimentação e vitaminas

Nos casos em que a queda não é causada por fatores genéticos, é possível ajudar a fortalecer os fios e evitar o problema através da alimentação e até a inserção de suplementos vitamínicos na dieta.

A dermatologista Fabiane Brenner recomenda que as mulheres cuidem da reposição de ferro com o aumento no consumo de carnes magras, grãos e vegetais verdes escuros. A ingestão de proteínas é importantíssima para fortalecer os fios. A deficiência de alimentos proteicos pode ser até mesmo ser responsável pela perda capilar feminina em casos extremos.

Em mulheres que não recebem proteína suficiente, o corpo vai cortar o fornecimento para o cabelo. Afinal, os fios são compostos de 70 a 80% de queratina, que é uma proteína. Por isso uma dieta deficiente nessa substância vai levar a queda de cabelo. Entre as fontes já citadas acima, como a carne, é indicado aproveitar o valor proteico de peixes, além de grãos como a soja e o feijão, por exemplo. Laticínios, nozes e castanhas, além dos ovos, também são fontes importantes.

Suplemento com multivitaminícos também podem ser prescritos por especialistas para complementar as taxas de nutrientes que não são alcançados somente com a alimentação. Entre as vitaminas e minerais mais indicados para ajudar no fortalecimento dos cabelos estão o ferro, zinco, vitaminas E e do complexo B, além de ômega 3.

Para casos mais severos de queda, não sendo genéticos, é possível encontrar tratamentos com laser, loções manipuladas, carboxiterapia ou infiltrações com corticoide. No entanto, sempre procure um dermatologista antes de iniciar qualquer procedimento.

Fonte: ww.todaela.uol.com.br